segunda-feira, 13 de agosto de 2007

O BAÚ DE SEGREDOS DE ISADORA


continuação: amizade
Antes de continuar e seguir em frente com o que propuz fazer, quero deixar bem claro que Isadora não é fruto da minha imaginação, nem um nome dado a mim própria para falar de mim ou do que tem sido a minha vida.
No dia que o decida fazer di-lo-ei franca e abertamente, pois escrever é divino e deixar sair filhas nossas, palavras do nosso interior com verdade e sentimento é algo que efectivamente, por convenções, porque as pessoas se sintam acorrentadas à auto- censura, nem todos conseguem fazer.
O receio de se mostrar é imenso... pois a podridão que nos envolve é também enorme...
o que efectivamente se nota observando atentamente quem nos rodeia é que há pessoas com uma capacidade maior ou não, de fazer um jogo de cintura.e olhando à minha volta vejo que tudo continua igual... pois... as pessoas não fazem esforço para mudarem.
Crescemos juntas, os nossos Pais eram amigos, sei por tudo que Isadora passou, pois apesar da minha infância e adolescência terem sido maravilhosas, tendo tido tudo o que por acaso amei e ainda amo, mas se não amasse teria tido na mesma... e teria que aguentar... apesar disso, senti a mesma prisão dourada que minha amiga sentiu.
Mas... estou a entrar em mim e não foi isso por enquanto que me propuz fazer para vós...Isadora é a minha heroína... dela continuarei a falar.
E voltando um pouco atràs falemos no homem moreno e lindo que a partir daquele dia começou a ser presença constante na saudosa Copacabana (pastelaria que o nosso grupo frequentava)... e que situava bem pertinho da Praça de Londres...... e à força dos dias irem passando e da presença do enigmático companheiro de espaço...
Isadora acabou por dar conta e em segredo me confidenciar como era bonito e com um olhar de morrer aquele homem...... e acreditem que era...
Nada sabíamos dele.
Quem era... o que fazia... se era livre... ou não... enfim Isadora teria que aguardar o desenrolar dos acontecimentos...mas a postura de Isadora não lhe permitia nada dar a entender e teve que ser esta menina que vos escreve a ajudar um pouquinho o cupido... (já nessa altura eu tinha a mania de ajudar ... ai,ai,ai...) e em conversa franca com um amigo comum (meu e dele)- já os havia visto conversar animadamente - proporcionámos aquilo que ambos desejavam. - conhecerem-se - sim sei que o pudor hoje em dia é ridículo, mas estou a falar de umas jovens que nesta altura tinham por volta dos 20/21 anos.
Tudo era diferente... e muitos dos que me lêem sabem que assim é e... tu e tu amiga... terás sentido também essas grades douradas...
continua...
luisa

Nenhum comentário: